sábado, 28 de fevereiro de 2015

TODOS POR UM


TODOS POR UM
(Por Jackson Valoni)

Pergunte a uma criança o que ela gostaria de ser quando crescer e, com sua inocente certeza, dirá algo sobre o que lhe causa admiração, sem se preocupar em como ela alcançará essa meta. Eu já quis ser cientista, astronauta, desenvolvedor de "joguinhos de video game" (nessas palavras), ator... a mente voa.

O que nos leva a ser o que somos? O que nos influencia a querer o que queremos? Não precisamos meditar tanto pra perceber o quanto somos modelados. A criança, ao nascer, dizia o filósofo inglês John Locke, é uma tábula rasa (folha de papel em branco). Emile Durkhein, grande sociólogo do século XIX, indica que o ambiente em que vivemos tem o poder de compor nosso modo de enxergar a vida - repare no choque entre culturas quando conhecemos outras pessoas que vivem fora do nosso país ou aqui mesmo no Brasil, em outro estado. O meio em que crescemos, para Durkhein, possui uma força discreta capaz de padronizar certos valores morais e maneiras de agir chamada de Fato Social. Max Weber, um dos fundadores da Sociologia junto com Durkhein, em seu livro Economia e Sociedade chegou a escrever sobre a influência das crenças religiosas nas pessoas.

Pensar na minha vida alguns anos à frente pode ser desafiador quando imagino que não dependerei só de mim para alcançar meus objetivos. Quando eu fiz o teste vocacional, aos 16 anos, mal tinha ideia do que deveria fazer para alcançar o reconhecimento profissional em uma daquelas propostas de carreira, muito menos saberia uma criança que está no início de sua vidinha.

Como homem, aqui na Terra, Jesus começou seu ministério, oficialmente, aos trinta anos de idade (Lucas 3:23) e contou com a ajuda inicial de outras doze pessoas escolhidas “a dedo”. Até depois de ascender ao Céu (Atos 1:6-11), seus discípulos e muitos outros, convertidos posteriormente, continuaram aquela sublime tarefa de fazer ainda mais discípulos em todas as nações. (Mateus 28:19,20).

Weber dizia que “o indivíduo é uma simples engrenagem num mecanismo em movimento”. Basta imaginar a linha de produção de uma indústria; o caminho que o petróleo faz, desde sua forma bruta, até o tanque de combustível do automóvel; a colheita do trigo até o pão ficar estocado nos supermercados em variados sabores e composições; o uso de transporte coletivo que nos serve de ponte para outros lugares; a hierarquia e as diferentes funções que existem na igreja... Somos dependentes, não importa o quão capacitado você seja. Precisamos um do outro.

O corpo humano precisa da saúde plena de todos os membros que o constitui para garantir o bom funcionamento do sistema vital. Fazemos parte do corpo de Cristo, onde Ele é a cabeça (Colossenses 1:18) e nós os membros que formam esse corpo (I Coríntios 12:27). Quando desanimamos nessa missão podemos atingir outras pessoas também, como uma dor de dente que consegue cambalear qualquer um por completo, ou uma topada que afeta a postura do corpo inteiro. Entretanto, quando percebemos que Deus está além das paredes da igreja e que não precisamos ter vergonha de conversar sobre Jesus, atingiremos outras pessoas com esse estilo de vida, pois se vivemos por Ele então estamos com Ele e, se Deus está conosco, quem estaria contra? (Romanos 8:31). Cristo por nós e nós por Cristo! D’Artagnan aprova essa ideia!

Pois a força está na união
Na soma do melhor de cada um
O segredo está na união
Nos tornamos fortes quando damos as mãos.


Referências:

·        SONETE. Vou testemunhar. Unidos em Cristo, Novo Tempo, 2004. CD.


·       O LIVRO DA POLÍTICA, página 215, 1º edição, São Paulo, Globo Livros, 2013

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

UMA QUESTÃO DE ESTRATÉGIA


UMA QUESTÃO DE ESTRATÉGIA
(Por Denize Vicente)

Talvez você já tenha ouvido a história de um cego que estava sentado numa calçada, em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira, onde se via escrito com giz branco: “Por favor, ajude‑me, sou cego”. Diz-se que um publicitário da área de criação, que passava em frente a ele, parou, e vendo que havia apenas algumas poucas moedas no boné, sem pedir licença pegou o cartaz, virou‑o, pegou o giz e escreveu outro anúncio. Colocou o pedaço de madeira de volta aos pés do cego e foi embora, seguindo seu caminho.

Lá pelo meio da tarde o publicitário tornou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Mas agora o boné estava cheio de notas e moedas. O cego, reconhecendo as pisadas, perguntou se havia sido ele quem reescrevera seu cartaz; queria, sobretudo, saber o que havia escrito. O publicitário respondeu, simplesmente: “Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio; mas com outras palavras”.  Sorriu e foi embora, seguindo seu caminho. O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia: “Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê‑la."

Quando aquilo que a gente quer que aconteça não acontece, é só mudar de estratégia. Geralmente dá certo. E essa ideia não é minha. O homem mais sábio do mundo já dizia: “Os planos realizados mediante sábios conselhos têm bom êxito; mesmo na guerra é necessário uma boa estratégia.”*

Hoje, pra você, pode ser um daqueles dias em que as coisas parecem não funcionar; talvez esteja vivendo em meio a um tremendo conflito, já quase a ponto de dizer que não dá mais pra segurar a onda e que é melhor desistir... Pense bem. Troque ideias. Busque conselhos sábios. Às vezes é só uma questão de estratégia. Explore as possibilidades.

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Referência:
* Provérbios 20:18 (King James Atualizada)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

MAIS AMOR, POR FAVOR!


MAIS AMOR, POR FAVOR!
(por Carina Baptista)

Oi pessoal, como estão as coisas por aí? 
Algumas vezes, quando preciso/quero fazer algo do tipo escrever um texto, editar fotos, ou desenvolver ideias, gosto de escutar músicas, ver filmes, ler livros, revistas, visitar sites de notícias, blogs diversos, e não necessariamente que tratem do assunto sobre o qual preciso trabalhar. Isso ajuda bastante no processo criativo.

Ao preparar o texto desta semana encontrei uma notícia que me deixou bem triste, no começo - e depois bem feliz. É sobre isso que vou escrever hoje.

A notícia dizia que uma grande rede de fast-food iria aceitar “demonstrações de amor” - selfies e abraços - como forma de pagamento durante determinado horário. Gosto de ações de marketing criativas que fazem o público participar, mas confesso que essa não me deixou muito feliz. Eu explico: o mundo em que vivemos chegou ao ponto em que demonstrações de carinho são tão raras que é preciso valer um lanche para que existam. Mesmo considerando que é uma iniciativa para que, quem sabe, haja alguma mudança, é inevitável pensar que se alguém desenvolveu essa estratégia é porque, no mínimo, percebeu que “coisas incomuns” chamam a atenção.

Quando li a matéria, me veio à mente u’a música do grupo Novo Tom que eu gosto muito e tinha tempo que não ouvia. Ela diz "as pessoas precisam de paz / o mundo precisa de luz". Isso me fez pensar no que eu tenho feito para ter um mundo melhor, o que tenho feito com a responsabilidade de ser a luz do mundo – foi aí que eu fiquei feliz. Apesar de ser uma grande responsabilidade, saber que essa tarefa foi confiada a mim (e a toda pessoa que a aceitar) é incrível, é motivo de muita alegria. Eu amo os meus amigos; como disse a Lu, “quem tem amigos tem tudo”, mas precisamos ampliar nosso círculo de amizade. Não estou dizendo que você terá que convidar para um almoço na sua casa todo mundo que encontrar na rua, mas sim que cada um que você encontrar deve ser presenteado com seu melhor sorriso, que você deve encarar como uma oportunidade de fazer/ser a diferença na vida de alguém.

As pessoas estão carentes de amor, de paz, de esperança. Gosto da frase que diz “você pode ser a única bíblia que alguém vai ler na vida”. O que você tem escrito? O que as pessoas têm lido? Neste mundo temos aflições, mas temos esperança de um mundo muito melhor; temos que levar essa esperança para todos.

“Com o brilho da vida nos olhos, com paz e alegria na voz, se formos amigos sinceros teremos um mundo melhor. Não vamos negar um sorriso, as pessoas precisam de nós, se virem que somos amigos ouvirão nossa voz. As pessoas precisam de paz, o mundo precisa de luz, há mais vida onde existe esperança, a esperança da vida é Jesus.”
 
Minhas dicas de hoje são:
  • Escute a música: A esperança da vida é Jesus – Novo Tom;
  • Tente ser gentil com as pessoas (se você já é,parabéns!, está no caminho certo);
  • Abrace e tire fotos mesmo sem valer lanche.

Um beijo pra vocês e até semana que vem!


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Fonte:


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

PANO AZUL


PANO AZUL
(por Eduardo Santos)


Fez, pois, Deus o firmamento, e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento. E assim foi.”
(Gênesis 1:7).

É esquisito tentar imaginar o primeiro dia sem céu; chega a ser perturbador! Talvez isso aconteça pelo simples fato de conseguirmos vê-lo onde quer que estejamos, contanto que se esteja em local descampado. Acho que foi essa noção da imensidão do céu que me levava a pensar, quando criança, que ele era um grande pano azul que Deus havia posto sobre nós. Se acaso tivesse me questionado sobre a mudança no tom da cor do pano, creio que teria deixado essa teoria, de cara...
Falei, falei e a ideia de um dia sem céu ainda me incomoda. Também te incomoda? Passei a investigar e hoje vejo um exímio jogador de xadrez. Nunca gostei de jogar; penso que o motivo é nunca ter aprendido. Mas, pelo que sei, trata-se de organizar peças já posicionadas sobre o tabuleiro para realizar a jogada final, o famoso xeque-mate.

Se ainda falo Grego, passarei a falar Português, ou tentar. Alguns comentaristas do assunto sustentam a ideia de que o céu do qual falamos é o que conhecemos como atmosfera.1 Essa palavra tem origem grega e significa camada gasosa que envolve um corpo material. Voltamos a falar de gases, né?! Hoje, de forma diferente. Como disse na semana passada, não há evidências que comprovem se os gases foram criados ou se, simplesmente, organizados; temos apenas indícios, teorias.

Seria mero capricho organizar gases (incluindo vapor d’água) e usar um dia inteiro, praticamente, só pra isso? Por mais que não consigamos entender as atitudes divinas, acredite, não há nada que seja dispensável! Beleza, mas tem algum motivo pra Deus ter feito? Vários, provavelmente. Quer um exemplo? Existem gases importantíssimos, mas só se estiverem longe de nós, ou serão bem prejudiciais.

Parece difícil de imaginar algo assim - pelo menos pra mim foi. Pra resolver meu problema, observei meu cachorro. Espero que te ajude também. Uma vez, apliquei remédio de carrapatos nele. Ele precisava daquilo sob seu pelo. Mas, não satisfeito, ele decidiu que precisava saber se o remédio tinha gosto de biscoito, de cachorro, talvez. Resultado? Passou mal... O medicamento era imprescindível para meu amigo, mas só em seu exterior!

Voltemos à atmosfera... Ela é dividida (divisão térmica, a mais usada) em camadas: Troposfera, Estratosfera, Mesosfera, Termosfera e Exosfera. Assim como na história do meu cachorro, existem gases que precisam ficar onde estão para cumprir sua função.

Penso logo na dupla ozônio e oxigênio. São frutos da alotropia. Palavra nova? Já explico! Antes, precisamos lembrar que o gás que respiramos é formado por dois átomos de oxigênio, por isso representamos desta forma: O2. A alotropia é uma característica que alguns elementos químicos têm, de produzir diferentes materiais dependendo do número de átomos, ou, em linguagem gráfica, mudando o índice numérico - por exemplo, o oxigênio (O2) e o ozônio (O3).

Acho que todos concordamos que a camada de ozônio é indispensável para nossa sobrevivência. Mas acredite em mim, ninguém deveria desejar uma quantidade expressiva desse gás aqui próximo de nós. Vamos entender melhor: imagine uma barra de ferro que enferruja rapidamente. De forma bem simplificada: nós seríamos a barra enferrujada.

E o segundo dia termina da seguinte forma:
Chamou Deus ao firmamento céu. E foi a tarde e a manhã, o dia segundo.” (Gênesis 1:8).

Tenha um ótimo dia com céu!

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Referências:
1.      Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia. p.:192.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

“CANÇÃO DOS REDIMIDOS”


“CANÇÃO DOS REDIMIDOS”
(por Airton Sousa)

Sempre que viajo, ou quando saio para o trabalho, tenho a mania de ouvir músicas religiosas; um dia desses pedi a minha irmã Bete que selecionasse algumas canções para colocar no meu celular. Foi quando ela me disse:
- Sabe uma coisa que reparei? Todas as músicas que você ouve falam sobre perdão. Curioso isso, né?
 
Eu nunca havia reparado, mas é verdade. Acho que isso vem desde menino, pois os meus hinos preferidos eram: “Pelo mal perdido andei, longe do meu Jesus (...) Cristo me amou e me livrou...”. “Feliz eu sou, pois aceitei...”, “Desde o dia que aceitei Jesus, a minha vida se transformou...” e meu coração ficava enternecido quando ouvia ou cantava esses hinos.
 
Nunca esqueci uma cena de batismo, em que a pessoa que estava sendo batizada cantou lá do tanque batismal: “Eu ia perecer, perecer, mas Cristo quis descer, quanto amor ...”. Aliás, as cerimônias batismais são minhas favoritas, na igreja. Choro em batismos. Presto muita atenção nos apelos, e vibro quando as pessoas começam a levantar e caminhar em direção ao púlpito e a igreja começa a cantar “É o santo coro, dando o seu louvor, pois se converteu um pecador.
 
É a mensagem da graça que me mantém vivo. A graça de Deus, que salva párias como eu, que liberta, que perdoa. Que traz descanso. ”(...) Ainda que os vossos pecados sejam como escarlate, eles se tornarão alvos como a neve; ainda que sejam vermelhos como carmesim, se tornarão brancos como a lã." (Isaías 1:18). Eu vivia muito triste, nas “garras do mal”, eu era pobre, perdido, sem Deus, sem salvação. Foi quando Ele estendeu sua mão para mim e me mudou; e me trouxe a razão de viver. Ele me lavou... Que dia feliz!

Você percebeu que estou falando daquele dia, quando Jesus lavou meus pecados? Estou falando daquele dia, em que ele correu na minha direção e disse: ”Filho, eu ainda te amo!”


“Mas a canção de mais valor é a canção dos redimidos
Quando um filho perdoado, canta a Ele em louvor
E esse filho resgatado, agradece o Seu amor
Não há nada mais precioso e pra Ele grandioso
Que essa linda canção.” [i]
Pensando bem, minha irmã tinha razão: o perdão é o meu tema preferido, e olha que o meu próximo texto é sobre a história da ovelha perdida...
Bom dia, feliz!

“Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lucas 15:7)



[i] Canção dos Redimidos - Álbum: Posso Imaginar - Artista: Coral Jovem de Washington

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

LIBERDADE!?


LIBERDADE!?
(Por Sérgio Mafra)

Dizem que a gente só dá o devido valor a alguma coisa quando a perde. Não consigo me imaginar vivendo em uma sociedade sem a liberdade (ainda que não plena) que desfrutamos hoje. Você consegue pensar como seria se, de um momento para o outro, você fosse vendido como escravo e passasse a ter anuladas todas as suas vontades, desejos, aspirações e esperanças?

Não é preciso ser um grande estudioso, mas apenas lembrar das aulas de História, para rememorar o que foi a escravidão em nosso continente. Não se tem exatidão nos números, mas calcula-se que foram entre 10 e 11 milhões (isso mesmo, milhões) os escravos trazidos da África para a América. Foram milhões de sonhos e desejos despedaçados. Milhões de separações, lamentos, lágrimas vertidas. Tudo isso porque a escravidão não é inerente ao ser humano. Fomos criados para ser livres!

Em discurso proferido no dia 28 de agosto de 1963, Martin Luther King conseguiu expressar em palavras a dor de séculos de opressão. Palavras que, até hoje, são ouvidas ao redor do mundo de forma muito contemporânea. Um trecho que gostaria de relembrar com vocês diz assim: “Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.[1]

Sabe, meu amigo, milhares e milhares de pessoas morreram acreditando nisso. Morreram no vale da sombra  da morte desta vida, acreditando que um dia verão o vale ser exaltado e os lugares tortuosos aplainados. Você, hoje, pode desfrutar de uma realidade diferente. Longe da ideal, mas ainda assim, melhor do que esses milhões de homens e mulheres viveram. O sol desta semana brilha repleto de oportunidades. Não o desperdice sendo escravo de uma vida cheia de prazeres inúteis e passageiros. Seja feliz e viva com esperança!


domingo, 22 de fevereiro de 2015

GENTILEZA GERA GENTILEZA?



GENTILEZA GERA GENTILEZA?
(Por Lucileide Santos)

No livro Como conhecer a Deus – um plano de cinco dias, de Morris Venden, li uma ilustração que conta a história de Joe, e se desenrola mais ou menos assim: Joe era um escravo que havia sido selecionado para venda, naquele dia, apesar da idade avançada. Enquanto estava exposto para ser vendido repetia em volume progressivo: “Eu não vou trabalhar! Eu não vou trabalhar!”. Mesmo com a repetida afirmação, no fim do dia Joe foi comprado. Qual não foi sua surpresa ao chegar à fazenda em que viveria e avistar uma linda casinha toda bonitinha, arrumadinha, ser informado que ali seria sua nova residência. Ele olhou meio ressabiado, esboçou um sorriso e disse: ”Tudo bem, mas eu não vou trabalhar??”. Seu “dono” o olha nos olhos e diz: ”Joe, te comprei para ser livre!”.

Joe deve ter pensado: ”Não creio! Pegadinha, né?! Onde está a câmera escondida?”. Você se assusta com o fato de que boas atitudes estão tão escassas que quando as realizamos algumas pessoas até estranham? A mim assusta. Por exemplo, hoje, ao cair na rua, uma velhinha foi surpreendida por um sujeito de bom coração. Qual não foi o meu espanto ao notar que a senhora socorrida estava mais preocupada em esconder seus pertences do que agradecer. O legal foi que o rapaz nem se abalou! O objetivo ali era servir ao próximo.

A graça da atitude bondosa é que ela vem quando não se espera. O elemento surpresa torna as coisas notáveis e belas. Às vezes um simples “obrigado” já faz diferença na sociedade “apressadinha” de hoje que não tem tempo para a benevolência.

O legal é ver que, por ser gentil, faço a diferença e mostro Alguém bem maior do que eu. Alguém que um dia virou pra mim e disse: “Vai lá, filha! Seja a luz do mundo e arrase, pois bom é amar ao próximo como você se ama!”.

Experimente a ferramenta da gentileza mesmo que ela não lhe traga retorno, porque, afinal, devemos ser gentis por opção e não por reconhecimento. Viralize essa ideia!!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

DEUS OLHA O CORAÇÃO


DEUS OLHA O CORAÇÃO
(por Jackson Valoni)

Já faz algum tempo, tenho o hábito de escrever periodicamente textos com alguma relação com o cristianismo. Desde então, comecei a me questionar sobre como deveria ser meu relacionamento pessoal com o próximo.

Concordo que devemos ser um bom exemplo para as pessoas, como bem dizia Confúcio - as ações falam muito mais alto do que as palavras e as atitudes atraem muito mais. E cada vez que eu me cobro pra ser alguém melhor, sinto que não tenho autorização pra escrever sobre um Deus de amor gigante, compreensivo, tão forte, justo... praticamente o oposto de mim. Se até mesmo Jesus, que é Deus em forma de homem (Salmo 22), foi rejeitado pelos próprios irmãos (João 7:5), quem seria eu para ter autoridade pra falar sobre o evangelho! Fiquei tentando analisar a responsabilidade que tenho assumido ao falar sobre esse Deus.

Bem... quero lhe fazer um pequeno convite.
Gostaria que você lesse, em uma linguagem contemporânea (NTLH), Salmos 139:1-5. Esse foi meu grande conforto.
Não gosto do raciocínio de que não devo me preocupar com os outros. Embora Deus saiba o que se passa na minha mente, desejo que meus amigos, meus amores, vejam em mim algo bom. Não pela vaidade nem pelos holofotes, mas simplesmente porque "faz bem ser do bem".
Muitas orientações religiosas tomam proporções que, descontroladamente, ultrapassam o objetivo principal da igreja, que é salvar do pecado e guiar no serviço cristão. Prosperidade, sábado, Papa, outras vidas para melhorar o karma, vegetarianismo, profetas, e a própria denominação religiosa quando colocados acima de Deus tornam-se um perigo!

Acredite, Jesus é muito legal. Defendo tanto Cristo porque sei como é bom ser amigo dEle. Lembrei de um slogan: Deus é 10. Rsrs
Na verdade, Deus é infinito! Eterno em amor!

"Vem, meu filho.
Vem sem mais te demorar
Com os braços bem abertos
Eu morri pra te salvar
Com os braços bem abertos
Eu estou a te esperar" [i].


[i] ALESSANDRA SAMADELLO. Braços Abertos. Braços Abertos, Novo Tempo, 1992. CD

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

CORRUPTO, EU?!


CORRUPTO, EU?!
(Por Denize Vicente)

Três em cada quatro brasileiros... isso mesmo!, três em cada quatro, nada menos, cometeriam um ato de corrupção se estivessem no lugar dos políticos. Foi o que mostrou a pesquisa do Ibope divulgada em março de 2006. Numa reportagem minuciosa, ficou fácil perceber que os entrevistados tinham uma reação dúbia à corrupção - se por um lado condenavam as irregularidades, de outro admitiam que cometeriam atos ilícitos se tivessem oportunidade. Por exemplo, 78% deles consideraram inaceitável aproveitar viagens oficiais para lazer próprio e de familiares; no entanto, o percentual dos que afirmavam que não fariam isso foi de apenas 57%.

A cultura do “achado não é roubado, quem perdeu foi relaxado”, é outro exemplo do estilo - “brasileiríssimo”, talvez -, que se desenvolveu por aí. Malandragem, esperteza, ganância, são espécies de um mal que tem dominado mentes e corações - a desonestidade.

Se aquela pesquisa de 2006 fosse repetida hoje, qual, você acha, seria o resultado? Seria diferente? Passados quase dez anos, teriam as pessoas mudado? Estariam agora menos corruptas ou menos sinceras?

Meu pai repetia-nos sempre as palavras de Rui Barbosa: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem‑se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar‑se da virtude, a rir‑se da honra e a ter vergonha de ser honesto.[1]

Ser honrado e honesto; e não se envergonhar disto.
É como cantava Davi...
 
Afastarei de mim
Pensamentos desonestos
e não terei nada a ver com a maldade.[2]

Pensando bem, no mundo em que vivemos isso não é fácil.
Mas aceite o desafio!


[1] Citado em “O Des Cobrimento Do Brasil”, de Miguel Aparecido Teodoro, p. 110, Editora Clube dos Autores, 2010.
[2] Salmos 101:4